sexta-feira, 6 de novembro de 2026

1ª Maratona de Joinville - 42 km solo - 01/11/2026

     

  1. “Maratonas: A vida é muito fácil. Preciso encontrar um jeito de torná-la muito, muito mais difícil.” - Glennon Doyle

Ahhhh!!!!! Finalmente, a postagem do ANO de 2026, é com grandiosa satisfação que venho relatar sobre a minha participação na 1ª MARATONA  de Joinville, onde participei na categoria 42 km SOLO. Havia também as opções de 6 km (que foi realizada no sábado de Hallowen 31/10) e no dia 01/11 foram realizadas as largadas do 42 km nas categorias SOLO, DUPLA e QUARTETO. 

Sendo o meu kit "básico" achei muito legal, com vários brindes, do jeito que eu gosto!!

     Assim que foi divulgada as inscrições para maratona de Joinville, eu logo me inscrevi, pois havia determinado que correria pelo menos uma maratona por ano e ainda não tinha me programado para nenhuma até sair a divulgação que haveria essa maratona em Joinville, que é aqui pertinho da cidade onde moro, né?

     Só que ainda não haviam divulgado como seria o percurso e quando divulgaram eu entrei numa polêmica por comentar na postagem do instagram da organização que tinha detestado o trajeto que constava em ser 4 voltas de 10 km e uns quebrados, incluindo alguns morros bem  desafiadores. Ah, pra que fui reclamar?! Só pra retrucarem que a prova era "só para os fortes" e ser bloqueada em seguida.    Fiquei muito puta com esse desaforo e fiquei remoendo os meses seguintes, inclusive cheguei a tentar trocar para os 6 km e assim também poder correr na prova da SIPATP que seria na mesma data da maratona, mas ao tentar trocar, teria que pagar uma taxa que praticamente era o valor de uma nova inscrição. 

    Então até chegar a data da prova, fiz os treinos bem meia boca só na força do ódio e usei o resto do ódio que tinha no meu coração pra descontar na prova, que considerei uma penitência onde iria expurgar meus pecados nesse percurso que "só os fortes" eram dignos de encarar.

Eu toda fabulosa, completando uma das 4 voltas - esse registro acho que foi o fotográfo Dieter, não tenho tanta certeza hehe

    Faltando apenas algumas semanas para o evento, conversei com o organizador que finalmente me tirou do castigo do monstro e me desbloqueou no instagram. A partir dali foi só paz e amorzinho. Fui ficando animada conforme a data se aproximava e minha mente estava cada vez mais curiosa e ansiosa pra conferir se o percurso era realmene tudo aquilo de horrível que eu fantasiava na minha cabeça.

    Combinei de ir de carona com meu amigo Mateus e o nosso amigo argentino-eslovenio Luis Gustavo também foi de carona e assim minha "comitiva" oficial foi dispensada de me acompanhar. Combinamos de sair às 4 da manhã, para chegar perto da  5 horas considerando a largada às 6 horas, mas chegamos em cima do laço. Nosso motorista Mateus nos conduziu com segurança mas poderia ter pisado mais forte no acelerador pelo menos na BR já que estávamos praticamente sozinhos ao longo da estrada. Faltava apenas aproximadamente 15 minutos quando finalmente estacionamos o carro no local da prova. Levei minha mochila pro guarda-volumes e me posicionei na largada. Encontrei vários amigos e colegas da assessoria e também conhecidos da cidade e de outras assessorias. O tempo estava garoando pra "ajudar", não irnonicamente falando pois no final das contas ajudou mais do que se estivesse com sol e calor derretendo a moleira. O clima ameno com certeza facilitou as coisas considerando que as dificuldades existentes pelas caracterísicas do percuso por si já eram desafiadoras demais.

Luis Gustavo e eu, instantes antes da largada, animadíssimos pra correr!!

     Completei a primeira volta com um misto de alegria e aflição, finalmente fiz o reconhecimento do percurso e fiquei genuinamente preocupada se daria conta de fazer mais 3 voltas daquelas, pois na véspera tinha corrido 5 km em ritmo de campeã da prova e agora estava ali naquela enrascada que paguei pra participar. Senti muita fome durante o percurso e achei estranho, tá certo que só comi uma paçoca antes da prova e nada mais, achei que fosse ter frutas e outras coisas  no meio do percurso mas era só líquidos, ainda bem que tenho "reservas" no meu corpo mais do que suficiente pra me manter nesse tipo de prova. Senti também certo cansaço "natual" e já esperado diante das circunstâncias. Um pouco antes de finalizar a primeira volta, abri um sachê de liquiz que veio no kit da prova e botei no copinho no ponto de hidratação e mandei pra dentro... ao fazer o retorno por dentro do kartdódramo (onde foi realizada a largada), havia mais um ponto com distribuição de sachês com sumplementação de carbo entre outras cositas mas. Então já fiquei ligada e como seria cada volta e fazendo a reposição de água e suplemento em todos os pontos. Nas subidas eu reduzia a velocidade e até caminhava  pra não arrebentar de vez com meus paupérrimos músculos dos câmbitos que já estavam ficando fadigados. Senti que estava indo muito bem, num ritmo aceitável e dentro das espectativas, claro que a cada volta, em virtude do cansaço, o ritmo foi caíndo mas nada além do que já era esperado. 

Eu fazendo o "L" do Lula pra afrontar um pouquino, mas  podia ser o "L" de Louca também que seria bem apropriado pra ocasião a qual me encontrava. Fun Fact: essa foto quem tirou foi meu "camarada" Gustavo que é meu colega de trabalho além de fotográfo profissional do foco radical, teve um certo fotografo no evento que quando eu fiz o "L" notei que ele parou de fotografar de propósito pra cortar meu barato, juro que quando percebi que fui "vítima" desse "boicote" fiquei dando risada por uns 2 km direto e toda vez que lembrava, eu ria mais ainda de novo. Ai ai, é cada coisa hehehe 

Eu toda vez que lembrava do "boicote" do fotógrafo

    Não sei quantas vezes ouvi um "tu é louca", "doida", "maluca", toda vez que alguém me perguntava se eu tava fazendo o 42 km solo e respondia que sim. Só confirmava e continuava. Chegou um certo momento que eu já estava "acostumada" com os morros e ficava até animada quando chegava neles pois representavam a finalização de cada volta. Tinha o problema da subida mas eu compensava na descida  soltando os freios, onde conseguia aumentar o ritmo e pegar um embalo até entrar na estrada de terra, seguido de brita  pouco antes de entrar na pista do kartódramo onde registravamos  cada volta no chip e quando finalmente cheguei na última volta foi só alegria. Não sofri tanto quanto imaginava e nem perto das outras maratonas que já fiz, onde eu ficava quebrada  do km 28~30 em diante. Eu realmente consegui me mantendo correndo durante todo o percurso, exceto nas subidas e pela primeira vez na história das minhas maratonas, não tive nenhum momento de caimbras que era o que eu mais temia. Senti muito desconforto e um pouco de dor na região costas e dos ombros  com o movimento dos braços mas nada que impedisse de continuar a prova ou que interferisse na minha performace.

  1. "Comece devagar e vá diminuindo o ritmo." - Walt Stack

    Que alegria quando finalmente finalizei a prova. Minha meta era fazer em menos de 4 horas e 30 minutos mas eu já estava preparada pra não atingir a meta diante dos morros que havia no percurso e pelas minhas contas já na segunda volta, sabia que dificilmente seria dessa vez que iria conseguir tal feito. 

Pós prova: Um Picolé de Uva pra refrescar


Depois um choppinho pra deixar as pernas mais bambas ainda

    Finalizei a prova com o tempo oficial de 04 horas 34 minutos e 59 segundos. Fiquei bem feliz e satisfeita com o resultado, estava exausta mas com uma sensação incrível de dever cumprido. Fui pegar tudo que eu tinha direito, água, banana, maçã, energético, café gelado, picolé, chopp... Fiz uma misturança que fiquei até meio enjoada depois. Fui conferir o resultado no site e pra minha surpresa, rendeu pódio de 2º lugar na categoria. Nesse momento a humildade se foi e a soberba se instalou em mim hahaha. Tá certo que só tinha 20 mulheres correndo na categoria solo nessa maratona então não tinha tantas concorrentes, de qualquer forma fiquei muito orgulhosa por essa conquista. Essa foi a primeira vez que peguei pódio em maratona. Avisei meus amigos que se não quisessem aguardar pela premiação eles poderiam ir embora e eu pegaria carona com outras pessoas que estavam lá mas o Mateus gentilmente aguardou pela premiação que até que não demorou tanto pra acontecer. Enquanto aguardávamos eu resolvi comprar um lookinho novo pois estava muito agoniada toda enxarcada, principalmente na parte de baixo, levei só uma camiseta extra (levei da assessoria pra usar caso ganhasse pódio e deu certo hehe).





Mais um "L" registrado com sucesso! Essa foto acho que registrada pelo camarada  Rodrigo Dacol. Enquanto uns e outros ficaram me "boicotanto",  outros estão ganhando esse  dinheirinho que os trouxas deixam de ganhar por ficarem de pirraça com essa dor de cotovelo.

    

Toda faceira com minha medalha da 4ª maratona realizada na vida

    Nessa prova eu resolvi fazer algumas coisas diferentes do que vinha fazendo nas maratonas anteriores, só pra testar e contrariar todos os estudos existentes e criar novas polêmicas:

  • Correr em prova na véspera e em ritmo de campeã: O recomendado é descansar e evitar atividades de alta intensidade nas dias que antecedem a maratona mas eu acabei me inscrevendo de última hora na Hallowen Nigth Run da escola de inglês Talk Easy. A intenção era ir num ritmo mais tranquilo, mas não sei o que aconteceu, talvez seja o red bull que tomei, sei que corri igual uma onça e acabei vencendo a corrida. Muita gente ficou impressionada e me chamou de louca/maluca/doida ao saber que ainda iria correr a maratona no dia seguinte e foi isso. Deu tudo certo, mas não recomendo.
  • Não fiz todos os treinos indicados conforme a planilha: Eu estava com tanto ranço com relação a essa maratona que só de pensar nos treinos que tinha pra fazer eu já ficava cansada, então eu só fiz alguns treinos específicos e optei por me "poupar" durante os treinos pra evitar me lesionar como aconteceu das outras vezes, onde eu segui a risca a planilha e acabei desenvolvendo canelite. Então dessa vez eu estava ciente do que precisava fazer mas por opção fiz os treinos mas não segui rigorosamente a planilha pra deixar pra correr tudo que precisava só na prova.
  • Não fiz minhas tradicionais tranças "baixa-pace":  Nas ultimas provas tive problemas com relação a ardencia e queimaduras nos olhos por conta de escorrer algum produto que é usado pra fixar o penteado. As tranças me deixam linda, estilosa e confiante mas tive prejuízos por conta do efeito colateral com relação a minha visão. Demorei pra entender e associar essa situação com as tranças, por isso dessa vez resolvi ir só com meu humilde rabinho de cavalo, não fiquei belíssima e meu cabelo ficou todo embolado mas tambérm não tive nenhum desconforto com relação a ardência e visão turvada como das outras  vezes. Da próxima vez que for fazer tranças, vou pedir pra não passar nada de pomada ou espuma fixadora, pois eu suo demais e também jogo água na cabeça pra me refrescar e por isso o produto acabava detonando meus olhos e depois daquele revezamento do volta a ilha onde passei o maior perrengue, dor e sofrimento, cheguei a pegar 2 dias de atestado pra tratar da queimadura na vista, então acho que o trauma me deixou a lição. E realmente, não tive nenhum problema além da estética sem graça de correr com o cabelo normal sem minhas linhas tranças;
  • Estreei roupa na maratona: Isso foi o que mais me deixou preocupada. Comprei um lookinho especial pra correr essa maratona mas não tive tempo pra "testar" a roupa. Ao vestir notei que ia me incomodar com a parte de baixo, já que a bermuda era mais curta do que seria o ideal pra mim e ficava subindo toda a hora e eu tinha que ficar puxando pra ajeitar. Isso incomodou bastante. Passei muito anti atrito entre as coxas, mas eu tinha certeza que iria assar e realmente me assei toda. Mas durante a prova não senti as assaduras, acho que elas só se formaram mesmo depois que me troquei e me sequei, aí como o outro short que comprei também era curto e a pele já estava seca, acabei me assando mais enquanto esperava pela premiação. Na hora do banho foi quando eu senti o estrago e foi aquele escândalo "ai ai ai" e tive que usar uma bermuda mais comprida apóse nos dias seguintes até secar e cicatrizar a lesão entre as coxas.  Eu fiquei belíssima com meu lookinho novo mas não recomendo a ninguém estrear nada em dia de prova, pois geralmente não é uma boa ideia e o risco de gerar surpresas desagradáveis é enorme.
Eu toda delicinha com meu lookinho novo da discórdia
  • Corri com a camiseta da prova: Geralmente corro com a camisa da assessoria, mas se tratando de maratona, eu sempre crio e testo novos "rituais" e supertições. Na maratona de blumenau no ano passado eu corri com a camisa da prova também mas não deu sorte. Dessa vez eu corri com a camisa da prova por combinar com meu lookinho novo e como havia poucas atletas na categoria 42 km solo, alguma coisa dentro de mim falou que eu poderia ter uma chance pra pegar pódio, então levei a camiseta da assessoria pra eu trocar depois da prova e usar na hora de receber a premiação. E deu muito certo!!!
Eu belíssima, firme e forte complendo uma das 4 voltas no kartódramo

  • Fui de carona e sem a minha "comitiva": Estar acompanhada de pessoas que estão na mesma vibe e sem estar com aquele peso da culpa de ter marido e filho tendo que acordar cedo pra me acompanhar e ainda ter que ficar lá esperando mais de 4 horas e meia de prova e mais o tempo da premiação, sem  precisar ouvir reclamação de cansaço e tédio do filho agoniado pra ir embora foi muito bom. Como fui com amigos que também participaram da prova e estavam no clima do evento isso foi ótimo e me deixou muito mais tranquila e segura pra correr sem aquele peso da preocupação com o bem estar deles que ficaram na liberdade e tranquilidade em casa enquanto eu participava dessa prova.
Luis Gustavo, eu e Mateus, nosso motorista que generosamente nos levou e trouxe de volta em segurança. Minha "comitiva" dessa vez composta por maratonistas e foi tudo de bom!

    Bom, no geral deu tudo certo apesar das ousadias realizadas. Estava tudo muito legal, bem organizado e bacana, PORÉM, teve algo que me incomodou um pouquinho (BASTANTE) foi  que o percurso não fechou em 42 km como deve ser de 42,195 km. Na penúltima volta eu já tinha feito as contas e percebi que não ia fechar 42km, custei acreditar e torci pra que minha conta é que tivesse errada mas infelizmente foi isso mesmo. Cruzei a linha de chegada e ainda faltava aproximadamente 600 metros pra fechar a distância oficial de uma maratona. Até pensei em continuar correndo mais um pouco pra arredondar mas resolvi aceitar o que o universo entregou ali mesmo e  deixei como estava..

Cruzei a linha de chegada com o relógio marcando 41,500 e ainda corri uns 100 metros querendo fechar os 42 km mas desisti e taquei o foda-se rsrs

Momento épico: 2º lugar no pódio da categoria 42 km Solo Feminino 40-49 anos

Meu nome lá registrado na primeira maratona de Joinville



RESULTADO DA 1ª MARATONA DE JOINVILLE


Agora acabou a humildade galera 😎

    Pra finalizar, só tenho a agradecer e também aproveito para parabenizar a todos aqueles que estiveram envolvidos nesse evento: organizadores, patrocinadores, atletas, assessorias, amigos e familiares que fizeram parte desse espetáculo. Depois da prova eu me dei uma semana de folga em repouso pra me recuperar de todo desgaste. Não fiquei tão destruída como esperava mas também não posso dizer que tô bem inteira. Sinto algumas dores musculares ainda e um cansaço inesplicável, provavelmente devo estar com alguma outra condição fisiológica alterada, falta de vitaminas ou algo do tipo. Sei que preciso corrigir algumas questões  com relação ao sono  e alimentação pra não piorar ainda mais a minha situação.

    No dia seguinte ainda tive um dia cheio por ser a festinha de comemoração aos 10 anos do Dante, eu achei que não fosse dar conta mas até que aguentei firme e a festinha foi um sucesso!!


    Por esse ano, minhas principais provas já foram realizadas, talvez ainda faça apenas mais duas esse ano, a Corrida da Semana da Marinha e a corrida do IFC, que serão realizadas aqui na minha cidade. Vamos ver conforme a minha disposição estiver nos próximos dias. Sei que já estou agoniada pra voltar aos treinos, deveria inclusive ter feito os treinos de "solturas" recomendados pós prova e talvez (muito provavelmente) que seja por isso que ainda sinto tantas dores e cansaço nessa última semana.

    Então foi isso galera, só tenho a agredecer por tudo. Por conseguir participar, sobreviver, vencer. Pela parceria e apoio do Mateus que além da carona, também buscou o meu kit e de outros colegas antecipadamente. Agradeço pela perseverança e pela força da minha mente em não me desencorajar e desistir diante de todas as adversidades que só eu sei que tive que enfrentar. Agradeço ao apoio e incentivoda minha assessoria top das galaxias que sempre apóia e me dá todo suporte necessário que garante o êxito em todos os desafios. Gratidão e até a próxima!

    



quinta-feira, 5 de novembro de 2026

1ª CORRIDA DE HALLOWEEN TALK EASY ENGLISH - 5 km - 31/10/2026

    Essa foi mais uma dessas corridas que eu me inscrevi meio que na louca e estava apreensiva em participar pois era na véspera da maratona de Joinville, outra prova que eu me inscrevi e depois me arrependi também... égua arrependimentos rs.


Dante e eu (com minha latinha de red bull pra dar aquele gás)

    

Dante, eu e o Gabriel, nosso locutor ofical da prova querendo aparecer também. 

    Mas essa prova da escola de inglês, foi realizada na minha cidade e eu não poderia perder a oportunidade como sempre. Mesmo não sendo recomendado correr ainda mais em prova na véspera de uma maratona,  eu olho pra cara do perigo e rio (do verbo rir, não sei se tá certo isso, soou esquisito "eu rio"), eu fui bem despretenciosa, a prova tinha um total de apenas 40 mulheres inscritas, mesmo assim fui com a intenção de ir num ritmo mais "de boa" pra curtir e não me estragar demais pra me economizar pra aguentar a prova do ano que seria essa maratona no dia seguinte.

Dante posando antes da largada

    A largada dos Kids estava maracada para as 18 horas, havia também premiação para quem fosse fantasiado. Eu não estava com a cabeça pra pensar em fantasia mas também não queria ficar de fora de nada que fosse proposto então só meti meu arquinho de orelhinha de onça pra fazer um charme e o Dante não quis também muita elaboração com relação a maquiagem, pensei em improvisar uma make de zumbi mas ele não quis e eu também não insisti. Aí ele foi de "jogador de futebol" só pra dizer mesmo... na real era roupa normal de correr só que com a camiseta da seleção e de chuteira. Ele foi muito bem, acho que o percurso sendo uma descida suave ajudou bastante ele que geralmente nessas corridinhas costuma chegar entre os últimos, dessa vez ele chegou praticamente junto com o primeiro colocado entre os meninos e ficamos muito felizes. Ele estava radiante e eu fiquei muito orgulhosa.

Número de peito e a medalha bem lindinhos.

    Fiz um breve aquecimento com as minhas parças do grupo de corrida. Logo nos posicionamos para a largada onde para minha surpresa notei que estava entre as primeiras e logo abri e vantagem e me mantive na primeira posição durante todo o percurso.

Entrei no clima e incorporei uma onça pra correr nessa prova

    Nossa foi tão emocionante, fazia tanto tempo que eu não pegava pódio de campeã geral. Foi muito legal, me senti uma verdadeira estrela quando vi que o Luiz Gustavo estava me acompanhado de bike como batedor, fez vários registros anunciando a minha posição e eu incrédula, nem olhava pra trás com medo de alguma adversária me dar o bote e me ultrapassar. Mas por um milagre dos céus eu consegui me manter em primeira e fiz uma chegada épica. Meu marido ficou de queixo caído quando ouviu meu nome sendo anunciado como a primeira atleta do feminino a cruzar a linha de chegada. Minha auto estima que andava meio aperrida subiu em um nível estratosférico, me senti linda, poderosa e invencível. Foi uma verdadeira onda de endorfina e uma sensação de felicidade imundou meu ser. Muito legal lembrar essa sensação. 

Recebendo a premiação - Campeã GERAL uhull

    A prova foi muito bem organziada e estava tudo muito legal e divertido. Tinha aquelas câmeras 360º, brinquedos para as crianças aproveitarem, feira de fatia de bolos (deliciosos). Infelizmente teve pouca adesão creio que por conta da data que já havia várias provas na região nesse período, o que pra mim foi uma vantagem também que ajudou a  favorecer nessa conquista, não desmerecendo meu mérito também até porque eu finalmente consegui fazer meus 5 km em menos de 24 minutos, já fazia muito tempo e eu já havia até perdido as esperanças de reduzir meu tempo nessa distância. Nessa prova fiz 5 km em 23 minutos e 45 segundos.


Pódio geral

    Foi muito legal, só não comprei fotos dessa prova pois fiquei feiosa, não deu pra sair bonitinha fazendo um esforço descomunal com semblante desfigurado pelo sofrimento. Mas fizeram vários vídeos, só não consigo colocar aqui no blog porque sai tudo bugado aqui.  Mas o importante é que fui, corri, venci e fiquei bem feliz. Tava merecendo essa felicidade  depois de uma temporada de humilhações e desgosto que vim sofrendo desde o ano passado até pouco tempo atrás e não me refiro tanto a vida esportiva e sim questões profissionais e pessoais, mas é como dizem, uma tempestade não dura pra sempre, em algum momento o sol volta a brilhar... Nada como um dia após o outro. Por isso é tão importante NUNCA desistir. 

Medalha, troféu e número de peito lindíssimos

    Se eu tivesse desistido por inúmeros motivos que eu tinha, eu não teria vivido essa alegria toda que vivi e todo o sofrimento dos últimos tempos e todas as dificuldades que venho enfrentando só deixou essa vitória ainda mais satisfatória. Não que eu esteja romantizando toda dor e sofrimento, até porque se tem uma coisa que eu odeio é romantização da desgraça, mas a glória de conseguir superar e dar a volta por cima é sensacional e deixa qualquer conquista como essa muito mais especial. Pois há coisas que infelizmente estão fora do nosso controle e ainda assim não podemos fugir de encarar certos desafios por mais tentador que seja largar mão e desistir. 

Eu com meu treinador Du Correa

    Até porque se for considerar que você já tá cansada e desanimada, aí se mete numa prova que te força a treinar mesmo cansada, aí chega num sábado e você não tem forças mais e ainda precisa correr e ficar mais cansada ainda, olha sinceramente as vezes eu não entendo o que eu tenho na cabeça ainda pra me enfiar nessas coisas, mas ainda bem que sou doida assim porque se eu não fosse, só seria mais uma pessoa  cansada, mas como sou ousada, posso estar cansada mas também sou uma campeã hehe. Ai chega, já escrevi demais, me passei, foi mal.

    No pós prova tinha piscina de gelo, eu preferi não encarar mas aproveitei uma boa massagem nas pernas e também pude experimentar umas botas massageadoras. O Dante também aproveitou  e curtiu muito.

massagem boa

Dante todo faceirinho relaxando as pernas

    E essa foi mais uma participação realizada com sucesso. Obrigada a todos que acreditam e torcem por mim mesmo quando eu mesma já nem acreditava mais. E parabéns pra mim por não desistir e ainda conseguir encarar, superar e vencer os desafios que surgem na minha vida. 


    
    Gratidão a minha equipe, que sempre dá aquele incentivo e moral nos momentos de fraqueza e dúvida. Parabéns também a todos que participaram desse evento maravilhoso, aos organizadores, atletas e familiares que estiveram lá prestigiando. 





1ª Corrida e Caminhada da Rede Feminina de Combate ao Câncer - 6 km - 24/10/2026

    Saudações nobres leitores! Nessa postagem venho contar como foi participar da primeira Corrida e Caminhada da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Francisco do Sul. Com as opções de distâncias de 3 km e 6 km e em alusão ao outubro rosa, que é o mês da campanha de prevenção do câncer de mama e outros que envolvem a saúde feminina. Eu estava tão atucanada na campanha de reeleição do Lula  que quase perco o prazo para a inscrição. E eu havia prometido  inscrever a minha amiga Francielly que enfrentou o tratamento e venceu o cancer de mama e por isso quis presentea-la com a inscrição nessa corrida, nos 3 km e eu fui no 6 km. Infelizmente não havia mais camisetas da corrida disponível no momento que fiz a inscrição por conta do prazo que eu havia perdido.

    A previsão do tempo indicava chuva e a chuva realmente não deu trégua no dia. Minha esperança era que na hora da prova desse uma aliviada, eu estava tão cansada e exausta nesse dia que confesso que se não tivesse me comprometido com a minha amiga, eu facilmente teria abortado essa missão. Me senti até culpada por colocá-la nessa roubada, pois em tantos anos nessa indústria vital, encarar chuva pra fazer uma prova foram situações raras na minha carreira embora eu já tenha encarado situações climáticas até piores com frio além da chuva, que não foi o caso desse dia... A chuva estava leve e não tinha o frio pra maltratar tanto. 

    Chegamos em cima do laço, encontrei ela na largada com o chip na mão ainda, que por falha minha não orientei antecipadamente como colocar  de tão automático que isso é pra mim acabei não me tocando de que por ser a primera vez dela  isso não seria tão óbvio pra ela ainda.  Faltando literalmente alguns segundos para a largada, consegui colocar o número de peito nela e largamos.

Correndo em plena psicóse política, fazendo o L, manifestando a vitória no segundo turno do nosso querido e amado presidente Lula 

    Até que corri bem, diante do cansaço e da falta dos treinos adequados nas últimas semanas por conta da minha dedicação ao exército do Lula, havia estabelecido como meta pessoal para essa prova fazer os 6 km em até 35 minutos e completei o percurso em 28 minutos e 9 segundos. Pra minha felicidade ainda rendeu pódio de campeã da categoria 40-44 anos.

Fazia tempo que não subia no pódio gostosinho assim, ai que delícia gente. 

   Minha amiga  em sua primeira prova de corrida também se saiu muito melhor do que imaginava. Ela não tinha nenhuma meta com relação a tempo mas considerando seus registros realizados nos treinos na distância de 3 km onde considerava uma média em torno de 30 minutos para o percurso, ela fez a prova em 24 minutos 50 segundos.

   

    Após a prova, ficamos na resenha, comemorando, tomando nossa água, comendo a banana e maçã disponibilizada pela organização enquanto conferia os resultados.  Minha amiga encontrou o seu médico que a operou e faz o seu acompanhamento e foi um momento bem feliz.


Também encontrei com a minha chefinha linda que também trabalha como voluntária na Rede Feminina e estava lá, participou da caminhada e ajudando a organização do evento como staff.

Eu e a minha chefinha Silmara.

    No final foi muito bom ter ido participar dessa prova, apesar de todos os motivos do mundo que eu tinha para me desencorajar em ir, mais uma vez a coragem e a perserverança prevaleceram e rendendo momentos agradáveis e ainda desfrutar de uma vitória incrível.


Endorfinadas💖

     A organização estava impecável, o percurso foi bem tranquilo e seguro mesmo com a chuva. Não soube de nenhuma intercorrencia ou acidentes relacionados a prova. A prova de  6 km eram duas voltas no percurso de 3 km, achei bem de boa até. Acho que eu estava tão determinada em acabar logo com aquilo que acabei desempenhando uma força extra além do esperado durante a corrida o que me rendeu esse feliz resultado.



"Que nunca te faltem motivos para se amar e cuidar de você! Faça isso não só durante o Outubro Rosa, mas em todos os outros meses do ano."

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

São Chico Run 100K Praias - quarteto feminino - 26/09/2026

 

Andréa, Erika, Ketly e Eu

    Saudações leitores! Venho por meio deste blog fazer um breve relato de como foi a minha participação nessa prova de 100 km de revezamento que participei na categoria "Quarteto Feminino".

    Eu estava receosa e um pouco (muito) insegura com relação a minha performance diante da equipe, pois apesar de eu saber dos meus méritos e potenciais, eu estava entre as melhores das melhores e entre essas melhores eu era a "pior".

    Então finalmente chegou o grande dia, os nervos a flor da pele e eu percebi que não era só eu então fui ficando mais tranquila no decorrer do evento. Cheguei mais cedo do que o previsto embora tivessemos combinado um determinado horário, acordei antes do despertador e fui mais cedo para o local da largada. Deu tempo pra ir no banheiro, tirar fotos, gravar vídeo. A  Andréa estava escalada para fazer a largada e a energia dela estava ótima, muito animada, aquecida e preparada.  

Treinador Du Correa, Ketly, Andréa, Eu, nossa maravilhosa e perfeita staff Vanessa e a Érika.

    Então assim que foi dada a largada, nossa staff e as demais atletas fomos em direção ao próximo ponto de troca. E  fizemos algumas paradas para auxiliar a Andréa com a hidratação, então nesse momento percebemos que as coisas não estavam saindo conforme o esperado. Um pouco antes de finalizar o percuso notamos que ela estava "atrasada" e quando apareceu estava MUITO pálida e falou que estava tonta passando mal. Mesmo assim ela continuou correndo no "modo" automático, num ritmo que foi possível continuar. Assim que chegou, a Érika deu sequencia na prova enquanto Andrea tentava se reestabelecer. Estava pálida, amarelada, com sinal de pressão baixa. Depois fomos pro carro e assim que começamos a andar, tivemos que parar pra ela vomitar e então ela vomitou muito. Além da insdisposição estomacal ela ficou muito sentida e abalada por ter ido mal no primeiro percurso e estava muito preocupada em como iria fazer o próximo percurso, chegamos a avaliar a necessidade de realizar trocas para ajustar por conta da sua indisposição, mas ela logo foi melhorando. 

    Deixamos a Ketly e depois me deixaram no meu ponto também. Eu estava animada, tinha tomado um red bull, usei o banheiro de novo e fiquei esperando a minha vez de largar. Quando avistei a Andrea vindo e percebi que haviamos recuperado uma posição na corrida, nessa animação toda, acabei virando instantes antes da minha vez de correr, fiquei incrédula.

Pé virado inchado

    Nunca havia virado o pé daquela forma antes, mesmo abalada, fingi que nada de grava tinha acontecido e segui correndo a minha primeira parte no percurso. Senti que estava indo muito bem, não senti nenhum desconforto durante a corrida e eu estava mantendo um bom  ritmo até finalizar entregar a vez para a Erika novamente. 

    Andréa parecia ter ressurgido das cinzas renovada depois daquele susto e as demais estavam ótimas. Depois da Érika foi a vez da Ketly e então fui para a Prainha onde seria a minha vez de novo. Lá eu fiquei aguardando junto das demais adversárias dos outros quartetos, quando a Ketly surgiu notei que estávamos em 3º lugar, então eu saí bem doida esperando abrir uma certa vantagem pra nossa equipe.        Esse percurso, que saí da prainha e pega o primeiro trecho da praia grande costuma ser horrível e eu tenho um certo trauma por ter corrido nele nos anos anteriores.por ser um trajeto chato e desgastante, porém nesse ano as coisas estavam diferente. Assim como o trecho do sumidouro a areia estava ótima, bem firme que parecia que tava correndo no asfalto, maré baixa ajudou bastante e não tinha vento nenhum e ainda estava um pouco nublado o que ajudou muito o meu psicológico a enfrentar o percurso.    

 


    Consegui correr sem parar e fiquei muito feliz em ter terminado bem essa parte da prova.  Ao longo do percurso fui perdendo a minha visão que foi ficando embaçada além do normal (depois descobri que foi resíduo das tranças que escorreu e queimou meus olhos e quase acabou com a minha visão). O pé virado também começou a incomodar um pouco depois que "esfriou" e eu fui ficando com medo pois ainda teria mais 2 trechos pra percorrer, um de 11 km e outro de 5 km. Enquanto a Andrea dava a sequência na prova, fomos levar a Erika pro próximo ponto. Eu resolvi trocar de tênis e eu senti bastante dor, passei produtos pra dar um conforto emocional, colei uma salompas e calcei meias e tenis limpo. 

    Também comi mesmo sem ter fome pois ainda estava praticamente em Jejum e como tinha tomado água e isotonico, além de toda emoção da dinâmica da prova, acaba passando batido. Como o corpo já estava cansado também por conta do esforço feito nos  trechos anteriores, me forcei em comer uma banana e também comi um delicioso sanduíche de frango preparado pela Érika. Depois da Andrea Correr, foi a vez da Erika assumir o último trecho da tenebrosa praia grande. 

    Acompanhamos de carro pela estrada enquanto a Erika percorria o trajeto pela areia. Em um dos momentos em que Vanessa foi levar o suporte de hidratação, ela comentou que a Erika estava caminhando e que a adversária havia nos ultrapassado. Eu conheço bem esse sentimento e imaginei o como ela poderia estar se sentindo naquele momento e naquele trecho pois havia passado por situação semelhante quando participei no revezemento em trio no ano retrasado. Como diria aquele "velho deitado":  o que não tem remédio, remediado está!

    Fomos para o ponto de troca, onde eu seria a próxima "vítima" a correr. Nessa altura eu estava bem ansiosa  e não sabia se daria conta de correr os próximos 11km. As nossas adversárias tinham conseguido uma larga vantagem de tempo/distância entre nós e confesso que isso me deixou de certo modo até aliviada, pois era uma pressão a menos em saber que eu correria sem ninguém atrás de mim tentando me ultrapassar. E assim que a Erika chegou, eu finalmente larguei. Senti bastante desconforto no pé virado no início do percurso pois já tinha "esfriado" o corpo, mas no decorrer parece que foi aliviando um pouco. A areia tava firme igual asfalto o que achei muito bom, também não tinha vento contra, em compensação o sol apareceu e tava ardendo a moleira. Que percurso agoniante, parecia que não tinha fim aquilo. Foi bem solitário e não tinha como as meninas me ajudarem com a hidratação nesse trecho por isso levei dois copos de água no bolso traseiro do meu macaquinho. Mas até que aguentei bem, só fui lembrar de tomar água quando estava  finalizando a parte da areia e inciando a trilha, aproveitei pra descartar o copinho no lixo disponível e peguei mais água com o staf que estava no ponto sinalizando a entrada da trilha. 

Vanessa me dando aquele apoio

Assim que entrei na trilha notei que havia um cruzamento com 3 caminhos diferentes e eu fui indo no que eu achei que seria o correto, se não fosse pelo fotografo avisando que eu tava indo pro lado errado, eu teria me perdido feio. Esse trecho foi pior do que eu pensava. Me senti completamente sozinha, não vi ninguém na frente e nem atrás, me deu até um medinho, parecia que eu tava isolada, mas logo vi carros de outras equipes aguardando seus atletas. Uma atleta dessas equipes me refrescou jogando água e me ofereceno hidratação, um verdadeiro anjo que cruzou meu caminho. Quando finalmente terminou a trilha chata de areião fofo e cheguei na estrada normal que daria para o ponto de troca, ainda faltava uns 2 km que pareciam não ter fim... Uns 500 m faltando pra chegar a nossa maravilhosa staff surgiu pra me puxar, foi jogando água na minha cabeça que estava fervendo e isso me deu um gás pra chegar. Então percebi que o percurso de 11 km, na verdade era de 11,5 km.

Eu e a maravilhosa Vanessa na reta final do km 11

Ufa finalmente acabei e entreguei pra Ketly, depois seria a Erika mas trocou com a Andrea a pedido dela que era quem iria fazer o próximo trecho. A diva correu muito. E teve alguns momentos de esperança que ela pudesse até alcançar nossa adversária que estava caminhando. Mas esse trecho no asfalto estava cruel. O sol estava insano. Muitos atletas já demostravam exaustão devido o esforço e o calor. Enquanto ela sofria, eu finalmente descansava e imaginando de onde eu iria tirar forças pra corre mais 5 km logo mais. 

Na travessia da BR, tinha uma coitada da staff se refugiando do sol escondida no mato e no outro lado da rua um outro coitado de baixo de um guarda-chuva, nos anos anteriores a troca de atleta era antes de atravessar, achei um vacilo a organização não providenciar uma estrutura mais adequada pra proteção desses staffs nesse trecho. A troca aconteceu uns 300 metros depois da travessia da BR, na estrada da laranjeira, ali foi feita a troca da Erika que passou pra Andreia e depois eu seria a próxima. Ai que agonia.

Nossa chegada.

    Foi tudo tão rápido e quando vi, já tava correndo de novo.  Não sei de onde tirei forças pra conseguir correr, mas corri.  Só de pensar na alegria de saber que era meu último trecho, foi o que me deu forças pra seguir em frente, mesmo cansada, com dor no pé e praticamente cega com a vista embaçada... Nesse trecho avisei as meninas que não precisaria mais se preocuparem em me acompanhar pra dar água que eu aguentaria de boa até o final e assim foi. Acabei o meu trecho e passei pra Ketly que foi atleta reponsável pra finalizar essa prova. Quanta emoção! Depois de tantos perrengues,  nos encaminhamos pra reta final. A Ketly voou, tivemos que correr com o carro pra dar tempo de estacionar e aguardar ela um pouco antes da chegada para chegarmos todas juntas.

Nossas medalhas

Apesar dos pesares, chegamos bem dentro do tempo que estimavámos. A premiação estava rolando no mesmo local da chegada, na medida que as equipes iam chegando. A gente mesmo tendo a certeza que não haviamos sido classificadas, alimentandos por alguns instantes a ilusão de que alguma das equipes adversárias pudessem ter sido desclassificadas por alguma razão e assim tivessemos conseguido um lugarzinho no pódio mas não foi dessa vez. Ouvimos a chamada das equipes do quarteto feminino e não sobrou nada pra nós.


    Mas a vida é assim mesmo, um dia a gente ganha e no ouro a gente perde. Faz parte. O importante é que cada uma de nós deu o seu melhor pela equipe e sobrevivemos pra contar história.




"Nada pode ser mais intensivo e insistente como o seu inimigo do que o seu próprio ego."