Participei pela 3º vez da Travessia de Barra do Sul. Mas esse ano foi particularmente mais especial. Minha filhinha participou pela primeira vez da travessinha (200 m) no ano passado e não gostou. Achou difícil demais e então ela estava um pouco insegura para participar esse ano. Mas eu acabei convencendo de que ela certamente se sairia melhor pois está maior e mais forte apesar de não estar mais nas aulas de natação, vamos à praia sempre que possível e então dá pra fazer uma "brincadeira"(treino).
E lá fomos nós, animadas mas com um pouquinho de medo também, afinal, travessia é travessia. Água, correnteza, etc...
Mas foi tudo melhor do que eu esperava. Primeiro foi a largada do 1500 m. Onde lá fui eu, atrevida entre tantas atletas, a correnteza estava a favor do percurso ajudou bastante e consegui completar a prova em 36m29s, quebrando meu record mundial pessoal nas travessias. Como sempre cheguei entre as últimas, atrás inclusive das atletas portadoras de necessidades especiais, uma com grave deficiência nas pernas e outra que não tinha um braço e uma perna! Mas não me envergonho por isso, pelo contrário, me sinto honrada em chegar depois dessas feras, pois essas são atletas que realmente treinam pra valer e conseguem superar muito mais do que suas próprias limitações. São exemplos que servem de inspiração e motivação para pessoas "normais" como eu. E fiquei feliz e satisfeita por ter concluído a prova e por não ter ficado em último lugar. Tinha 26 atletas e eu fiquei em 22º lugar na geral e ainda consegui o 4º lugar na categoria.
\Braços lá em cima/ - 1500 metros em 36m29s
Assim que cheguei, logo chamaram os atletas do 750 e 200 m e eu tinha me comprometido de acompanhar a minha Sophia enquanto ela participava da prova. Só que eu tava morta de cansada, mal deu tempo pra dar uma relaxada e lá fui eu nadar mais 200 m. Assim que começou a travessinha, um garotinho que participava pediu ajuda e eu tive que socorre-lo. Segurei ele até a lancha do guarda-vida chegar e atende-lo. Enquanto isso a Sophia foi embora, devagar mas foi! E eu preocupada em deixá-la nadando sozinha, fui tentar alcançá-la, então mais um guri começou a se embaçar e dizendo que não aguentava mais, lá fui eu dar uma de salva-vidas de novo. Adorei ajudar, nunca me senti tão útil e importante. Segurei o menino até um caiaque do apoio se aproximar, então lá fui eu de novo tentar alcançar o meu bebê que continuou lindamente, firme e forte me matando de tanto orgulho.
Quando finalmente me aproximei dela e percebi que ela estava tranquila e segura, nem falei nada, apenas quando estávamos quase chegando é que não aguentei e falei "Muito bem, você está se saindo ótima, continue assim que falta pouco!!" e fomos nadando até finalmente chegar. Ela com as bochechas vermelhas pelo esforço que fez, mas muito feliz e satisfeita. E eu estampei um sorriso na minha cara que não consigo tirar nem dando topada com o dedinho na quina. Estou morta de orgulho pois pra mim a conquista dela foi muito mais especial do que a minha. Fui nessa travessia mais por ela, pois eu queria muito vê-la participar e provar pra ela mesma de que ela era capaz sim. E conseguimos!!!
Campeã na categoria Piava 8 - 200 metros em 11m 10s
Na travessinha havia 2 meninas e 6 garotos participando. Muito legal da organização é que todos sobem ao pódio, já que fazem a premiação por categorias pela idade de cada criança. O que é muito bom, pois realmente não é fácil e infelizmente não são todos que podem ter o privilégio de poder participar desse tipo de competiçã, então se já conseguiu participar e completar, nada como ter o esforço reconhecido com pódio e uma bela medalha. Momentos como esse sempre ficaram registrados na nossa memória com muito carinho e faz com que a gente pense sempre nas próximas competições. Uma motivação e tanto não acham?
A organização é nota 10! Sempre que participo dos eventos organizados pela travessia saio satisfeita. O kit é sempre legal, camiseta bonita e de boa qualidade, a touca fornecida também é show e as medalhas então nem se fala. Com fita personalizada, bonita, de metal, com data, nome e local do evento, muito bonita mesmo. A Sophia também ganhou de brinde uma bolsa da hammerhead pra usar na praia ou academia. Valeu a pena!!
"Os grandes feitos são conseguidos não pela força, mas pela perseverança." (Samuel Johnson)
Hoje quero falar de uma polêmica que surgiu em um desses links aleatórios. É sobre uma perua russa que deu uma entrevista e foi fotografada sentada em uma cadeira com um designer "artístico" extremamente ofensivo na minha opinião.
A cadeira representava uma mulher negra. Como vocês podem conferir nesse link. Não vou colocar essa foto tosca aqui no meu blog porque estou com preguiça de salvar e inserir a imagem.
Espero que leiam tudo lá no link, porque o que mais me deixou revoltada vou ler os comentários RACISTAS e BABACAS feitos no face tipo: "ah se fosse uma modelo branca servindo de cadeira não seria racismo" "ah racistas são os negros por se sujeitarem a fazer esse tipo de coisa" "ah chamar os brancos de branquelos pode, aí não é racismo" "os negros que são racistas"... etc etc etc... uma infinidade de argumentos vazios e incoerentes que me deixam de estomago revirado.
Em 1969 um artista babaca polêmico criou "móveis" com figuras de mulheres brancas em posições de submissão.
"inspiração" do artista racista e machista.
De repente, estamos em 2014 e alguém extremamente babaca resolve se inspirar numa ideia antiga e retrógrada, só que pra deixar mais ofensivo, usou não uma figura feminina NEGRA.
O que me faz pensar e refletir: Em que direção a humanidade está caminhando?? Será que estamos voltando para o tempo das cavernas?
Acho que respeito é bom e todo mundo gosta. Não deve ser privilégio de gênero e muito menos de "cor".
Muito triste notar que estamos longe de sermos respeitadas por ser "mulher". E qualquer mulher que ouse reclamar por seus direitos são acusadas de ser lésbica, feminista, puta, vadia... que quer ser mais que os homens, quando na verdade se quer apenas ser respeitada. Mas tá complicado. Sem educação, sem cultura, sem conhecimento a ignorância toma conta e só contribui com a destruição de uma civilização, chegando ao caos, a desordem, tudo isso pela falta de amor e de respeito com o próximo.
Tinha uma imagem bem assustadora que não consegui encontrar pra mostrar aqui, onde mostrava como eram as mulheres em Dubai antes e depois do talibã. Era uma imagem de mulheres vestidas normalmente, sem burca, estudantes sorridentes na década de 80 e depois uma imagem de mulheres totalmente cobertas com suas burkas com data de 2012. Eu fiquei apavorada, em como foi possível esse tipo de coisa acontecer e se instalar numa sociedade. E como um dia isso pode chegar até nós aqui no ocidente.
Tem muita coisa que acontece nesse mundo que me deixa muito perturbada.
Começo esse ano de 2014 com uma nova maneira de enfrentar as adversidades da vida. 2013 foi um ano realmente terrível com inacreditáveis tragédias e coisas horrorosas que aconteceram numa sequência bizarra que se eu for contar todos os sórdidos detalhes é capaz de acharem que eu estou inventando todo drama. 2013 foi uma merda de ano, foi drama, terror, dor e desespero. Aconteceram coisas boas... tipo de 97% de coisas horrorosas e trágicas, tive 3% de momentos de paz e alegria. Sério mesmo! Não quero mais falar sobre 2013, quero me focar em 2014, pois se eu consegui sobreviver a tanta merda deve ser porque realmente deve haver algum propósito pra mim nessa vida, pois realmente desejei estar morta muitas vezes em 2013 por não suportar muitas das coisas que aconteceram...foi um ano que eu mais chorei na vida, cheguei a ficar desidratada de tanta lágrima que derramei.
Mas estou viva ainda e mais forte do que nunca. Aprendi na prática o que diz aquela famosa frase "O que não consegue me matar, me deixa mais forte". Realmente, se tudo que passei e que me fez sofrer tanto não foi capaz de me matar, pode ter certeza que me sinto mais forte e capaz de superar qualquer coisa mesmo. Não que eu queria ter novas superações, já chega, deu!! aff
2014 com certeza vai ser diferente, não vou criar expectativa que tudo seja "melhor", mas sinceramente espero que não seja pior!!! Sinto que depois de tanta dor e sofrimento, acabei amadurecendo (quase apodreci de tão madura...) e que já consigo ter uma nova maneira de encarar as adversidades da vida.
Já tenho planos, metas e novos objetivos... Quero me afastar de todas as coisas ruins e me tornar uma pessoa cada dia melhor. Um ser humano mais compreensivo, mais paciente e mais sóbria.
Vou cuidar melhor da minha saúde e das pessoas que me amam e dependem de mim.
Quem sabe logo logo volto a dar meus "primeiros passos" na corrida novamente... retornar da lesão com mais consciência e respeitando mais os meus limites.
Quem sabe até consigo ser menos sarcástica, grossa e estúpida com as pessoas cretinas que adoram me provocar. Tentar ser superior e ignorar (taí uma missão quase impossível pra mim).
Quero fazer Pilates, viajar, entrar em forma, fazer as escolhas certas e ter sábias decisões, ser menos impulsiva...
Entra ano e sai ano, acabamos fazendo as mesmas promessas bobas criando a ilusão de que tudo vai ser lindo e perfeito como um sonho. Mas agora estou mais consciente e espero seguir no rumo certo e continuar forte para encarar qualquer desafio que se atravesse nessa nova jornada!!
Uma coisa é certa: A primeira competição de 2014 será uma travessia...
Corrida... já tenho em mente qual vai ser a minha corrida de re-estreia. Em março, se tudo fluir como eu imagino!
Um abraço fraternal a todos os amigos que acompanham o meu blog e minhas lamúrias rs
Numa competição esportiva a maior parte dos atletas adota aquela máxima de que o mais importante é participar! Independente do resultado, se for bom: Ótimo. Se não for: Bom do mesmo jeito!! O importante foi que chegou até o fim!
Desde que comecei a participar das competições de corrida e depois natação, pude aprender um pouco dessa dinâmica que acontece nos cerimoniais de premiação. Na primeira corrida, aprendi que todos que completam o percurso tinham direito a receber uma "medalha de participação". Fiquei muito feliz e achei isso muito legal, já que são poucos que realmente conseguem subir ao pódio e levar um troféu.
A Medalha de Participação é mais do que uma lembrança de um evento esportivo, é a prova de que você foi lá e participou. Um prêmio para guardar com carinho e até mesmo colecionar!
Já participei de provas em que não tinha medalha de participação para todos atletas, tipo só para os 100 primeiros, provas de duplas de revezamento sem premiação em troféu para duplas "mistas" e "femininas" (se é possível a inscrição de duplas assim, deveriam pensar também na premiação), prêmio em dinheiro de valor diferentes entre os gêneros... Já vi realmente de tudo em 2 anos participando de competições em uma média de 2 competições por mês. E o que mais me agrada até hoje é participar de provas que: Ofereça medalhas de participação para TODOS os atletas e que faça premiação por categoria.
Pior ainda é quando fazem aquela tal de "dupla premiação". Quando o atleta que já foi premiado no pódio geral é também chamado para receber premiação na categoria por idade. Pois se a premiação serve como motivação e reconhecimento pelo esforço, acredito que o atleta que conseguiu chegar entre os primeiros e já ganhou seu troféu, não se importaria de que chamassem o próximo vencedor na sua categoria para receber o prêmio também. Dessa maneira muito mais atletas sentiriam-se motivados a participar de novas competições no futuro aumentando cada vez mais a competitividade e o nível dos atletas.
Medalha de participação é o mínimo que deve oferecer aos atletas. Premiação por categorias também!! Pois acredito que seja perfeitamente possível organizar uma boa premiação de acordo com os dados obtidos pelas inscrições. pois dá pra ter uma ideia de quantos atletas participarão de acordo com gênero e idade e em cima dessas informações, planejar uma linda cerimônia de premiação!!
As vezes investem tanto em kits compostos por sacolinhas com garrafinhas e camisetas que nem desconfiam que esses itens acabam se tornando mais um estorvo do que algo realmente bacana para os atletas.
Certa vez pesquisei a respeito de quanto custava cada medalha/troféu e descobri que o valor é muito baixo em comparação as outros tipos de despesas geradas numa competição. Por isso acho que muitas vezes falta mesmo é boa vontade ou conhecimento por parte da organização a respeito disso.
Com certeza, vou passar a ser mais seletiva com relação as futuras competições que pretendo participar. Antes dessa minha lesão, eu andava muito fominha. Participando de tudo quanto é corrida que aparecia. Mas de agora em diante vou escolher melhor e participar apenas daquelas que forem mais convenientes (valor da inscrição, local, estrutura, etc.).
Querido diário, tenho muita coisa pra contar sobre as coisas que aconteceram nesse último final de semana mais especificamente no dia 14 de dezembro de 2013.
No sábado pela manhã participei da competição de natação. O percurso de 1500 m nas imundas águas da nossa Baía da Babitonga. O dia amanheceu feio, chovendo um pouco mas estava abafado. Fui pegar o meu kit (sacolinha, com camiseta e toca) em troca de 2 kg de alimento e 5 lacres de latinha que era o valor da inscrição. Achei um Luxo.
A largada da travessia estava programada para as 8 hs e foi atrás do Clube Náutico Cruzeiro do Sul (C.N.C.S.) , na rampa de acesso para barcos e lanchas. Particularmente achei o lugar péssimo por ser muito perigoso por ter muito limo escorregadio na rampa e no fundo da água tinha muitas pedras com ostras cortantes e um lodo asqueroso e traiçoeiro cheio de pedras e elementos cortantes também. Na chegada quase que esbarrei em umas pilastras quebradas cheias de ostras que ficavam escondidas pelas turvas águas bem na direção da chegada. Completei a prova em 41m 42 seg. Poderiam ter planejado um lugar mais adequado para a largada dessa travessia, pois praia é o que não falta mesmo ali perto das dependências do Clube.
Eu estava chateada por não ter medalha de participação, mas dei "sorte" de conseguir o 3º lugar e consegui levar uma medalha pra casa.
As 10 hs foi a vez da largada da competição de remo (caiaque) e stand up entre Mercado Municipal e o C. N. C. S.
Notem o esgoto escorrendo que lindo....argth!!!
Não tinha medalha de participação aos atletas que completaram o percurso. Mas tinha premiação geral e por categorias. Assim que iniciou a premiação, percebi que chamavam na categoria os atletas que se classificaram na geral, o que prejudicou muitos atletas que poderiam receber a medalha na categoria se não ocorresse dupla premiação aos atletas classificados no geral. Achei muito tosco isso e fiquei bem triste pois acho que esse tipo de coisa não faz o menor sentido. Se o atleta já foi premiado no geral, não precisa ser premiado na categoria também.
Eu ainda tive "sorte" e consegui ficar em 3º lugar na categoria, mas se não chamassem novamente a 1ª e a 2ª colocadas na geral (que eram da mesma categoria que a minha), eu teria ficado em 1º lugar e ainda havia espaço no pódio para premiar mais duas atletas diferentes na categoria 30/39 anos.
A tarde, estava programada a "Meia Maratona" de 10 km e com percurso alternativo de 5 km. Vocês devem estar se perguntando: "meia maratona não deveria ser 21 km??" - Pois é, também acho, mas teve muita coisa muito esquisita nessa prova além do percurso.
Eu entre os atletas internacionais do Kenya e da Tanzânia.
Como ainda não posso correr, consegui uma vaga para ficar de staff em um dos trechos para auxiliar na orientação dos atletas, para indicar o caminho certo e tals. Nessa hora pude perceber como tem gente babaca e estúpida nesse mundo. Foi uma oportunidade que tive de participar de uma corrida e observar com outro ponto de vista. Muitos motoristas extremamente acomodados e intolerantes não aceitaram bem a ideia de encontrar o trânsito bloqueado por alguns minutos ou ter que estacionar o carro em um local um pouco mais longe de onde gostariam e preferiam palavras e gestos grosseiros para a gente que estava ali no staff. Teve até uma atleta retardatária que "ordenou" que eu fornecesse água ali pra ela, expliquei que só teria na chegada (faltava apenas 1 km ) e que ela provavelmente já tinha passado pelo ponto de hidratação. Ahh ela foi bem malcriada comigo e não gostou de ter que correr com sede. Afffão viu!! A pessoa se dispõe a correr 10 km e quer beber água a cada km. Fala sério!! Falou que a corrida estava muito mal organizada e tals. Tá até posso entender e compreender a reclamação, mas o regulamento dizia tudo que o atleta deve saber: A inscrição era "free" 2 kg de alimento + 5 lacres de latinha, NÃO TEM MEDALHA DE PARTICIPAÇÃO, premiação em $$$ no geral 10 km e medalhão nas categorias, o kit do atleta veio com chip, camiseta e sacolinha, água e fruta na chegada. Até aí eu achei a organização boa, o percurso estava muito bem sinalizado.
Também não sei dizer se o ponto de hidratação estava bem servido, pude notar que muitos atletas acharam o percurso realmente pesado e como o clima estava abafado, acho que poderiam ter calculado melhor os pontos de distribuição de água.
Então a corrida acabou e fomos conferir a premiação. Que pra mim foi a parte mais lamentável e horrorosa. Mas parece poucas pessoas perceberam o ABSURDO que aconteceu na premiação.
Chamaram primeiro os atletas do geral masculino e entregaram os troféus e os cheques simbólicos, em seguida foi a vez do geral feminino receber a premiação. Só que percebi que o campeão geral masculino recebeu 2 mil reais e o segundo lugar R$ 800,00 enquanto a campeã do geral feminino recebeu apenas R$ 1000,00 e a segunda colocada R$ 600,00. Tipo, por que isso??
Não está certo se for seguir o que está descrito no regulamento oficial a premiação deveria ser igual tanto no masculino quanto no feminino. Eu nunca vi uma coisa dessas antes, só aqui mesmo na minha cidade pra acontecer algo bizarro assim. Uma meia maratona de 10 km e que a premiação reconhece e valoriza muito mais os atletas homens. Show de vergonha! ABSURDO ABSURDO ABSURDO!!
Pela primeira vez teve uma corrida em que eu pudesse encontrar tantos atletas conhecidos que vieram participar aqui na minha cidade e então acontece esse tipo de coisa. Sei lá, acho que pega muito mal.
Teve muitas outras competições durante a semana da "marinha": Judô, Down Hill, ciclismo, futsal mas não posso dar maiores detalhes sobre esses outros eventos, por isso baseio a minha opinião apenas na natação e na corrida pois foi onde tive mais contato com a experiência de vida.
Acho que num contexto geral, apesar das falhas que observei, foi muito bom, pois ofereceu a nossa cidade alguma opção de lazer, além de atrair pessoas de outras cidades que vieram para passear, participar dos eventos, visitar os pontos turísticos e movimentar a economia. E espero que essas competições aconteçam todos os anos e com certeza vai melhorar cada vez mais.
Foi muito legal ver a cidade repleta de atletas por todos os lados, eu curti muito a maioria das coisas e pude notar o empenho e o carinho da maior parte dos envolvidos na organização, só não vou dar nota 10, vou dar nota 9 que já é uma ótima nota!
Mas sinceramente, não consigo engolir e muito menos digerir essa situação no pódio geral masculino e feminino. Isso que eu nem participei, mas me sinto extremamente incomodada com esse tipo de coisa. Isso não tá certo gente!! De quem foi essa ideia e eu queria entender o que leva uma pessoa a considerar que uma atleta mulher não merece receber o mesmo que um atleta homem numa competição dessas. O percurso foi o mesmo, não existe explicação e o que me deixa mais incomodada é que parece que ninguém mais se incomodou com isso. Não sei se nem perceberam a diferença que aconteceu, principalmente as atletas que subiram ao pódio, será que não se importaram ou será que eu que sou realmente louca de me sentir incomodada com isso??
Ainda não saiu o resultado oficial, mas sei que havia mais de 200 atletas inscritos, ainda não sei o total de homens e de mulheres, mas isso não importa!! Nem que tivesse apenas 1 mulher, que se foda, tinha que receber o mesmo valor!! Pra mulher é realmente muito mais complicado treinar e participar das competições. Ela geralmente está fadada a participar mais de acompanhante do marido atleta do que ela mesmo ser atleta. Já que na maioria dos casos, a mulher tem tripla jornada: Trabalha, cuida da casa, dos filhos e ainda arruma tempo pra treinar!! Não aceito quando um babaca vem dizer que a mulher tem muito mais "facilidade" pra ganhar premiação na corrida!! Não é bem assim... Cadê o respeito?? Nenhuma mulher tá pedindo pra ganhar mais que os homens... apenas receber o MESMO reconhecimento pelo esforço!!
Apesar de não ter corrido, ainda dei um jeitinho de subir ao pódio, fui representar a Cristina Kapp, a campeã da nossa categoria 30-39 anos. Ela resolveu ir embora antes da premiação por estar muito cansada e por saber que não iria rolar troféu, então perguntei se eu poderia subir no pódio e pegar a medalha pra ela. Ela concordou e lá fui eu...
Quero deixar aqui um parabéns em especial aos organizadores e as pessoas que estiveram envolvidas de forma positiva e pró-ativa durante os eventos: Sr. Couto da SME e Claudinha (Medley) e alguns anônimos que não sei o nome mas que sempre estiveram atendendo as pessoas de forma gentil e educada.
Espero que aceitem minhas críticas como uma forma de contribuir para que os próximos eventos sejam ainda melhores e assim possa atrair muito mais atletas!
Parabéns a todos os atletas que participaram dessa semana especial!!
Estou levemente animada em razão da próxima competição que vou participar. Ainda não estou liberada pra correr, mas já posso pedalar, fazer musculação e NADAR! Portando decidi participar dessa competição que vai acontecer no próximo sábado (14/12), na "Maratona Aquática" da Semana da Marinha 2013. O percurso será 1500 m na Baia Babitonga. Acho que vai ser muito legal e bem desafiador, vou nadar na raça já que não faço treinos para esse tipo de coisa com regularidade.
Só sei que tô bem gorda e forte pra aguentar fazer essa "brincadeira". Tenho consciência de que certamente chegarei entre as últimas, mas sinceramente eu não me importo com isso, será uma superação conseguir apenas completar o percurso! Mas já faço minhas estimativas e pretendo fechar a prova em menos de 37 minutos. Mas tudo pode acontecer, temos que considerar as condições da maré, do clima e também o meu despreparo e falta de condicionamento. Minha estimativa até que é bem pretensiosa, mas vamos ver o que acontece lá no dia. Com certeza vou contar tudo aqui depois.
Acho que o sonho de todo corredor (ao menos é um dos meus sonhos), é ser um tri- atleta: Correr, Nadar e pedalar... não necessariamente nessa mesma ordem. Tenho feito minhas pedaladas enquanto estou impedida de correr de verdade. É bom, é legal mas não é a mesma coisa que correr!! Nadar pra mim é a pior parte.
Gosto, mas sei lá, morro de medo e sempre tenho umas crises de pânico quando estou treinando natação sozinha na praia... parece que o mar começa a me puxar e vai me engolir, é uma situação horrível mas até hoje consegui administrar isso relativamente bem, por isso que digo que é sempre um baita desafio de superação participar dessas travessias. É quando eu consigo nadar com uma sensação de maior segurança, pela presença dos guarda-vidas, caiaques e atletas por perto. Mas mesmo assim eu sinto o medo de sempre, só que consigo encarar melhor durante a competição do que durante um treino.
A minha bike está longe de ser das mais apropriadas pra treinos de velocidade, mas dá pra aliviar o estresse um pouquinho. Meu marido comprou um caiaque e também vai participar da competição no remo enquanto eu nado. Isso vai deixar o dia mais especial ainda!!
Enrolei muito pra decidir escrever sobre isso, é algo que realmente me incomodou. Estava eu assistindo na TV a XV Volta da Pampulha, na torcida pelos brasileiros e acompanhando o Giovani dos Santos que já foi campeão no ano anterior e ganhou novamente essa edição da corrida. Aí destacaram bastante a história de vida desse atleta, uma incrível história de superação!
Aí falaram quase nada dos outros atletas que conquistaram pódio e falaram praticamente nada sobre as mulheres que participaram dessa corrida. Apenas mostraram a campeã que foi uma queniana. Não falaram nada das outras que conquistaram pódio, que pesquisando aqui, vi que tinha brasileira no pódio a Sueli Pereira, mas parece que o 4º lugar não foi digno de destaque, mesmo sem patrocinador e sem equipe, ela estava lá entre as corredoras estrangeiras fortíssimas...Poderiam ter feito uma notinha especial pra ela não acham??
Independente da nacionalidade, acho que por questão de RESPEITO, deveriam sim falar e mostrar todos que conquistaram o pódio na geral não só no masculino como também no feminino.
Todo mundo que corre tem sua história de vida e sua superação. Não estou aqui desmerecendo o campeão geral, muito pelo contrário!! Torci muito por ele e fiquei muito feliz com sua vitória. O que me deixou injuriada foi que eu estava esperando ansiosa justamente para ver o pódio feminino e mal mostraram ou falaram sequer da campeã Marune Jelagar Kipchumba. Poxa, que custava falar os nomes de todas que conquistaram o pódio??
Inclusive, olhando aqui no site da corrida, notei que alguns dos atletas que conquistaram pódio na geral nem equipe e nem patrocinador tinham!! O que acredito faz merecer um destaque ainda maior pela conquista!
Não é porque não estou participando das corridas que não tô ligada nas coisas... Tô de olho sempre!! Gosto de ver os resultados, fazer minhas comparações e estimativas... é uma forma que eu tenho de me manter próxima desse prazer enquanto tô tratando da minha lesão.
Então quero deixar aqui a minha humilde homenagem a essas guerreiras. Parabéns!!!
A queniana Maurine Kipchumba foi a vencedora da prova, com a tanzaniana Sara Makera e Ednah Mukhwana, também do Quênia, no segundo e terceiro lugares. A brasileira Sueli Pereira ficou na quarta colocação, seguida por Failuna Matanga, outra representante da Tanzânia.